22 abril 2003

Talvez eu devesse tormar mais cuidado com a mistura de ficção e realidade do que escrevo aqui no Suburbana. Hoje recebi um e-mail que, ingênuo do jeito que eu sou, hesitei em considerar como verdadeiro ou gozação. Com a confiança que ainda me resta pelas pessoas, decidi considerá-lo verdadeiro. Uma menina, que se dizia anã, leu um texto no meu blog - uma ficção, que escrevi a algum tempo atrás - em que o personagem narrava o seu envolvimento emocional com uma [momento politicamente correto] pessoa de pequena estatura - uma anã. Como o texto era narrado todo em primeira pessoa, e eu não fiz qualquer consideração de tratar-se de um conto, neste emaranhado de blogs-diários que circulam pela internet, talvez eu até considere o fato da menina realmente ter feito uma confusão e imaginar tratar-se da narrativa de um encontro e uma relação real.

Descobri, através de uma ferramenta do blog, que realmente havia sido feito procura no Google para a palavra "anãzinha", e que indicava o Suburbana como um dos resultados para a busca. Com a minha confiança na humanidade, escrevi para a menina. Existe, lógico, a possibilidade de eu ser um tremendo de um otário e a menina ter resolvido tirar uma com a minha cara. Possibilidade que eu preferi não considerar.