02 maio 2003

É lógico que a coisa ainda não se assemelha à grandiosidade que em breve poderá tomar, mas empresas jornalísticas já estão tomando suas primeiras precauções contra o crescimento deste meio de disseminação de notíciais [neste caso] os blogs, que vêm sendo feito por jornalistas. Dentro da medida do que lhes é possível, jornais como o Hartford Courant, de Connecticut, estão solicitando que jornalistas da empresa, que mantém blogs, encerrem suas atividades neste meio. Denis Horgan, que tinha um espaço como colunista, ao passar para editor de turismo, achou que uma boa forma de expressar suas idéias era mantendo seu blog pessoal. A idéia não agradou muito à sua FIRMA, que solicitou que o seu endereço pessoal, fosse desativado, sob a alegação que "mesmo ele criando um universo jornalístico paralelo em que comenta sobre instituições que o jornal tem de cobrir, sem qualquer edição supervisionada pelo Courant" torna o jornal vunerável.

As minhas impressões acerca do papel desta ferramenta nos nossos dias já havia sido expressa neste artigo aqui, prenunciando algo, sem ser, lógico, pioneiro, pois cada vez mais se debate se haverá, verdadeiramente, danos para os jornais e as notícias produzidas pela grande mídia, a existência e o crescimento cada vez maior dos blogs. Segundo um executivo do site de procuras Google, que anexou-se ao Blogger, a tendência cada vez maior é que, na busca de determinada palavra no site, se relacione primeiro os resultados apresentados em posts publicados em blogs, e, depois, por notícias em sites de jornais e emissoras. Mas a verdade é que existe toda a tendência de que espaços de livre expressão como este, comecem a incomodar, principalmente como nestes casos, por que os jornais não se sentem confortáveis em ter seus jornalistas expressando suas opiniões livremente e, uma vez ligado à FIRMA, relacionando sua imagem e suas idéias às do jornal onde trabalha.

O editor Brian Toolan, que pediu a Hoogan o fim de seu blog justificou assim sua decisão: que a permissão a um funcionário de dispor suas opiniões em um blog era um mau precedente, já que há 325 pessoas que poderiam criar [sítio] similares para si, referindo-se aos empregados do jornal. Maiores detalhes podem ser lidos aqui.