06 maio 2003

Modismos musicais não são novidades para ninguém, é óbvio. No Brasil, principalmente, a coisa se estabelece em períodos tais quais os de plantio e colheita e volta e meia nos vemos no meio de um tiroteio de forrós, sertanejos, lambadas, o caramba, e agora a tal da mídia inventou de descobrir o samba rock. Para quem gosta de um estilo que não é novidade há tempos, acha especialmente desagradável ver este estilo tornar-se alvo de exploração comercial, e ser cantado como a novidade das casas noturnas e outros chavões típicos de segundos cadernos por aí afora. Quem já conhece há tempos gente como Trio Mocotó, Wilson Simonal, Jorge Ben, Bebeto, Luiz Vagner, Branca Di Neve, Carlos Dafé, Cassiano e Dom Salvador e outros malacos do gênero, não fica muito entusiasmado com esta descoberta do gênero pela juventude, pois sabe que, essencialmente, mais cedo ou mais tarde a coisa cairá em um beco novamente e será chutada como um cão sarnento. No entanto, é lógico que quem conhece estes caras acima se entusiasma quando, ainda que não produto desta onda, surgem caras bom mesmo como Seu Jorge, Max de Castro e outros, que conseguem fazer uma mistura entre o tradicional samba a levadas funkeadas e eletrônicas e tornar claro a que vieram, e com que seriedade e de que fontes bebem.