25 maio 2003

O Rubens Ewald Filho não gostou. E eu estou, na realidade, andando para que o bochechinha rosa pensa da vida e o que lhe agrada [e parece que a coisa fica ali: nos de atores e atrizes que nasceram na década de 20. Isto é o que faz o barbudinho uivar de prazer!] O fato é que, a despeito do título cretino, O Último Suspeito é um grande filme: drama com clima noir, narrativa sem frescurices, boas interpretações e a dureza que um filme desta laia merece ter. Sujeito fodido de crack é filho do policial que deve lhe prender e que o abandonou na infância. Lógico que tinha todo lance de poder desbancar para o melodrama barato e virar aquele lugar-comum que embala os sonhos hollywoodianos pouco inspirados. O fato é que a mão do diretor não desanda a receita e o filme fica com o clima que deveria ter. Deveras chateados é que devem ter ficado os caras de Long Beach, cidade que é colocada abaixo do rabo do cachorro neste drama. Não conhecia o tal de James Franco e o guri é bom. Torto como um bom fumador de crack. Mais? Por aqui.