11 maio 2003

Por uma boa quantidade de fatores, mais do que somente um filme de ação que recria um universo dos quadrinhos profundamente conhecido e adorado, acho que X-Men 2 consegue provocar reflexões que - se não chamam a atenção pela profundidade, até pela má predisposição existente em se tratando de "filme adaptação de quadrinhos" - torna possível se pensar a respeito da não aceitação aos "diferentes". Em todas as espécies de discriminação por diferenças, seja de ordem étnica, religiosa ou sexual. Engraçado. Saí do cinema esta noite com diversas relações que poderia estabelecer entre estes, agora não me ocorre nada mais do que parecer um pouco-comum ao escrever que, não se tratando somente de um filme de ação, X-Men 2, ao contrário do primeiro, consegue ser completo tanto nas suas incríveis cenas de ação, como por um roteiro extremamente bem amarrado e verossível dentro daquele universo. Me perguntei por diversas vezes se todas as séries de intenções, até de ordens metafóricas, já as tinha o roteirista que criou tal universo de mutantes. Stan Lee, não? Acho que mesmo se quisesse, não é possível assistir a este filme apenas querendo ver um cine-pipoca, porque consegue ser denso mesmo com tão brutas motivações de ação, como deve ser um bom filme de herói. Grande filme. Desejei que as duas horas durassem mais. Impressiona a quantidade de grandes atores nesta produção. Halle Barry,além de incrivelmente linda, tem uma sisudez com sua Tempestade... Hugh Jackman, num finalmente encontro perfeito de ator para personagem. Me entristeço, como fã do Batman que só tenham feito merda com ele. Assim como Wolverine encontrou um ator perfeito para sua interpretação no cinema, Bruce Wayne também merecia um grande ator para interpretar tão soturno personagem. Dos outros pouco sei, mas creio que a personagem Jean Grey esteja sendo desempenhada à altura, também, pela atriz Famke Janssen. Patrick Stewart e Ian McKellen é palhaçada: encontro de titãs. O resto é o resto.