12 junho 2003

Ainda agora, vinha um homem e uma mulher caminhando na minha frente. A certa altura, ele tentou alcançar a mão dela, que se encontrava fechada, como se carregasse uma chave, ou algo parecido - e tudo o que conseguiu foi uma mão que continuou fechada, não se enroscou nem se mostrou receptiva à dele. Ele olhou entre desconsolado e surpreso para o rosto dela, que lhe fitou com dureza, e estancou por uma pequena fração de tempo a olhá-la - indignado - enquanto ela continuava a caminhar. Ele acabou desistindo de qualquer explicação e alcançou-a, desaparecendo os dois do meu campo de visão. Cheguei a fingir olhar um pôster na parede para terminar de presenciar àquela cena e dar a minha contribuição para este superestimado dia dos namorados.