05 junho 2003

Meu filme é um desastre, um desperdício de tempo. Se ninguém for assistir, vou entender perfeitamente. Peço desculpas aos investidores. Nunca foi minha intenção fazer um filme tão pretensioso, autocomplacente, inútil e chato.

Declarações de Vincent Gallo, ator e diretor de Brown Bunny, filme exibido no Festival de Cannes, considerado por alguns jornalistas como controvertido e escandaloso, sensação deste festival pela cena de sexo oral que a atriz Chloe Sevigny protagoniza com o felizardo moço. Aquela coisa de jornalista velho, do tipo oh, que horror! A questão é que o filme também foi aclamado por uma porção de jornalistas que festejam [terminho que os mais observadores já notaram, usarei muito por aqui. Com itálico, não posso deixar de frisar, o que já diz muito...] a obra do cara desde Buffalo 66, como Kleber Mendonça, que conseguiu vê-lo como um filme sensível. Segundo suas próprias palavras, um conselho para os jornalistas com suas opiniões pré-concebidas: Se abrissem mais seus corações, talvez entendessem esse filme corajoso e cheio de emoção, amor, angústia, arrependimento e tristeza.

Da série ironias do doce mundo do cinema, na qual o post abaixo também se enquadra, pela declaração do véio Dráuzio.