23 junho 2003

Momento non-sense deste fim de semana: enquanto aguardávamos, na Casa de Cultura Mario Quintana para assistir ao O Homem que Copiava, chegou uma senhora para nós para perguntar se nós havíamos estado "do outro lado" [para quem não conhece, a Casa de Cultura é um antigo hotel reformado e transformado em centro cultural dividido por uma rua que atravessa o prédio: a travessa dos Cataventos]. Diante da nossa resposta negativa, nos informou que o Hique Gomez estava autografando [o que? nada. não estava lançando nada, nem livro, nem peça, nem cd. estava lá somente, com sua presença de personalidade.], em uma micro campanha de doação de agasalhos. Pelo que nos disse estava um pouco chateado pelo baixo número de "fãs" que se apresentaram para angariar um autógrafo seu. [Não, ela não usou o termo fã. Este fica por minha conta. Mas presume-se que quem peça seu autógrafo, seja. Ou será o doce prazer de ter o autógrafo de uma "personalidade" que leva as pessoas a isto?]. O problema, segundo nos disse, era o mau tempo que impossibilitou as pessoas de aparecer por lá. Bueno, eu me julgo ligeiramente bem informado, e não tinha ouvido o mínimo murmúrio a cerca de sua presença autografadora no hall da Casa de Cultura. Acho que divulgação foi um outro probleminha, mas não fiz este comentário, não. A mulher perguntou para nós se pediríamos seu autógrafo se nos desse dois agasalhos para colocarmos na caixinha de coleta. Diante da hesitação de minha guria, fui obrigado a fazer a frente: "Claro!", e lá fomos nós, fazendo papéis de fãs contratados para pedir um autógrafo do seu Hique. Que foi bem simpático, até, desenhou um planetinha terra no autógrafo e informou que tem temporada do Tangos e Tragédias em julho, de 09 a 13, em um "buraco" que conseguiram no São Pedro.