28 agosto 2003

Descubro que um dos meus grandes problemas é que eu fico rindo na frente das pilhas de cd's que se avolumam na minha estante. Em frente à pilha de livros é a mesma coisa. Sabe quando a quantidade de livros é tamanha que você tem colocar os outros, na horizontal, por cima daqueles que já completam a estante? É isto. E as coleções de revistas, então? Eu olho, olho e fico me rindo, todo. Por que eu sou um doente que gosta de VOLUMES. Quantidades maciças de papéis encadernados e caixinhas de acrílicos com grossos encartes fazem a alegria do meu cérebro demente. Nem preciso muito ouvir a música algumas vezes. Ganho ou compro um novo cd e o coloco sobre a pilha que começa a adquirir torções que desafiam as leis da física e fico ali, me rindo, que nem guri abobado. Os livros, compactados, vou amontoando por cima dos outros, como naquelas tôscas arrumações de bibliófilos enlouquecidos, e deixo ali, feliz por que já não tem mais lugar decente para uma decente arrumação com todos os padrões que os livros deveriam obedecer para ser facilmente achados. Minha organização atende somente ao apelo emocional. Eu sei onde os livros estão por fatores inerentes à qualquer lógica alfabética, cronológica ou coisa que o valha. Ah, o Jorge Amado? Tá ali naquele canto por que aquele dia eu fiquei enlevado olhando o Gabriel García Márquez e achei que os dois se dariam bem juntos. As coisas seguem mais ou menos esta lógica. É. Eu sei que sou doente.