22 agosto 2003

Ela me falou: entra naquela cabine ali. Eu perguntei aquela? Ela disse aquela ali, sim, pode entrar. Lá dentro você vai encontrar o que precisa. Enveredei-me para dentro e me espantei do pequeno cubículo estar abarrotado de revistas pornográficas e um televisor mostrando insistentemente um sujeito com uma tatuagem na testa se empenhando tremendamente em abrir cada vez mais a vagina de uma moreninha de peitos pequenos, enquanto esta gritava ensurdecedoramente como se tomada dos mais intensos prazeres já proporcionados a um membro da espécie humana. As revistas - todas estrangeiras - mostravam uma série de garotas com peitos tão gigantescos que eu ficava dividido entre uma sensação ruim do medo de que aquilo pudesse explodir e me perguntando se elas não sentiam dores nas costas. Aquilo tudo me pareceu bastante absurdo, ainda que eu tivesse bastante certeza do que fora fazer ali. Eu botei a cabeça pra fora e gritei pra ela hei, pra quê estas coisas aqui? É para você se excitar, ela me falou. Com isto?, eu perguntei. Sim, ou você prefere que eu enfie o dedo no seu cu?, ela riu, bem galhofeira, entoando uma risadaria com os outros caras que esperavam nos sofás em frente ao seu balcão. Eu falei vem aqui, então e enfia, sua puta! Você me chamou de puta? Eu não acredito que você me chamou de puta!, e ela pareceu bem indignada quando fez estas duas perguntas em série, ao mesmo tempo em que avançava com uma cara que eu julguei ser de fúria em direção ao cubículo da masturbação.

Quando ela entrou eu lhe mostrei o vídeo que estava passando e falei olha aqui e vê se você é capaz de se excitar com uma coisa destas. Ué, mas você não é homem? Homem gosta destas coisas? Quem gosta de ver uma buceta tomada por tamanho close que mais parece uma ostra? Como posso me excitar com um orifício sendo introduzido por um punho? Com relógio, ainda por cima! Ela falou é, bem que você tem razão... Talvez eu tenha alguma coisa mais amena aqui... Eu perguntei se tinha alguma coisa envolvendo anãs guatemaltecas e bodes e ela disse tu é doente! Sai daqui porque ninguém vai querer este teu esperma de tarado doente! Sai daqui, seu depravado de merda! Anãs!? Bodes?! Foda-se você e suas taras doentias! Enquanto caminhava para a saída sob os imprompérios dela, eu me perguntei que merda haveria de fazer para conseguir dinheiro para viajar para a Guatemala.