06 outubro 2003

Diogo Mainardi, aquele escolhido como o odiado do momento pelos eternos críticos de plantão que compoem uma parcela dos leitores brasileiros, é o novo integrante da bancada do Manhattan Connection. Sua estréia foi neste domingo, de uma maneira um tanto tímida, como deve ser a um novo participante de um grupo já com o seu certo prestígio - Caio Blinder e Lucas Mendes formam uma dupla que divide pequenas farpinhas constantes de uma maneira bem engraçada -, mas que já permitiu antever um reaquecimento de um grupo, que afinal, estava um tanto tímido em matéria de polêmicas. Coisa que, aliás, Diogo Mainardi não acha que são as suas opiniões na revista Veja. Se mostrou bastante humilde neste ponto, achando que suas idéias repercutidas na revista são extremamente sensatas e ele não tem interesse em levantar a polêmica pela polêmica. Deu para sentir que não tentará ocupar um lugar de Paulo Francis, como alguns já trataram de rotular o cara - Neo Paulo Francis -, mas segundo o próprio Lucas Mendes, em seus comentários finais, ele tem motivo para ser odiável. Ao que, Diogo consertou que era odiado, não odiável.

As discussões do Manhattan Connection são interessantes por que passeiam de um assunto a outro como as conversas de amigos em bar, lógico que com um pouco mais de organização, e as opiniões abalizadas de jornalistas com uma boa dose de referenciais nos assuntos. Comentários constantes de um economista, Ricardo Amorim, ajudam a dar um enfoque menos técnico a certas questões que por vezes confundem a cabeça das pessoas em geral. E os comentários de política e cultura, estes últimos trazidos principalmente por Lúcia Guimarães, também haverão de ganhar novo enfoque sob os comentários de Diogo, que assume o lugar do já manjado - e este sim, querendo, de qualquer maneira firmar seu nome no panteão dos polêmicos - Arnaldo Jabor, o cineasta que não faz cinema.