11 novembro 2003

Por que, afinal, com os número dos mais vendidos na Feira do Livro, vemos que engrossam as vendas aqueles livros com maior apelo midiático? As pessoas, de maneira geral não compram aquilo o que lhes parece de maior interesse intelectual, mas sim o que está na "onda do momento"? Senão, vejamos. Estamos em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, estado que vive sob a hegemonia da gigante RBS. Sob a sombra do seu principal jornal, Zero Hora, emergem três figuras que são seus colunistas e são também - oh, coincidência! - os três principais títulos da categoria ficção, campeões de vendagem na Feira. Mas que isto, Alessandro? Você é um maldito invejoso. Deixa eles! Ao menos o povo lê! É, é verdade. E veja o que ele lê:

1)Perdas e Ganhos - Lya Luft
2)Cristal Polonês - Letícia Wierzchowski
3)Montanha Russa - Martha Medeiros

Sobre Lya Luft, apesar de ela ter se tornado uma colunista da Zero Hora, não há o que falar, por que é uma escritora com longa carreira literária e de uma qualidade há muito reconhecida. No entanto, sem querer contestar a qualidade das outras duas, o que se dá é um intensa procura por aquilo que está "na moda", os livros mais comentados, a coletânea das crônicas publicadas diariamente no próprio jornal e a continuação do sucesso televisivo. Não há busca. Mas aceitação instantânea daqueles que têm mais condição de veicular uma publicidade agressiva.

Acho que estou me tornando um maldito amargo.