08 março 2004

Mulheres, ah, mulheres! Poderia divagar durante horas sobre elas, enumerar suas infinitas propriedades de musa, cair no lugar-comum sem fim, ser infinitamente redundante e enormemente enfadonho com considerações de coluna de segundo caderno.

Mas a verdade, ah, a verdade! É que mais do que um dia somente, render-lhes homenagens diárias não é ridículo e nem fora de propósito. Afinal, são a causa e o motivo final de todas as coisas que o homem faz. Mais do que a riqueza pelos saques, o ouro das pilhagens, é pela perspectiva do harém que se cometem os roubos. As guerras, os impérios, as civilações que nascem sob seus olhos e bençãos - tudo a fim de impressioná-las ou retê-las. Tê-las aos montes, únicas, transbordantes como as cenas de bacanais que ilustram as mil e uma noites. São bundas, peitos, oásis de delícias vaginais, são todas as secretas carícias, todos os apelos sexuais, sim; mas, mais do que isto, são a experiência, a opinião sempre sensata, o bom senso, a mansidão, o cheiro, a perspicácia, a emotividade, o descanso no colo quente e acolhedor.

Feliz dia, minha Nani.