19 abril 2004

Fazia tempos que eu não me entregava ao prazer deveras inofensivo de deleitar-me com comédias românticas. Ultimamente, uma subcategoria desta anda fazendo um grande público, por trazer em si um humor peculiar e tão caro a esta nacionalidade. É a comédia romântica com atores ingleses. Este subgênero, que encontrou seu ápice máximo em filmes com Hugh Grant, e conseguiu até mesmo emular uma falsa inglesa, com Renée Zellweger no papel de Bridget Jones, traz agora um novo astro a tentar galgar os degraus da simpatia popular. Quando do lançamento de Simplesmente Amor, inclusive, diziam ser ele o maior motivo do intenso assédio de fãs do sexo feminino: Colin Firth é o sujeito a que me refiro.

O filminho, que assisti neste final de semana [de chuva, solidão, pipoca e outros adendos que compactuavam para a retirada de filmes assim, mais, digamos, intimistas] é Hope Springs - Um Lugar para Sonhar - subtítulo calhorda, que inclusive, creio ser o mesmo daquela série dramática da Warner, Everwood.

Entonces: inocência e risadinhas para quem procura paz de espírito e ainda se encanta com historinhas açucaradas de amor. Trama, simples e rasteira: artista plástico britânico desiludido com a noiva que se casa com outro, viaja até pequena cidade do interior dos Estados Unidos, chamada Hope Springs [atraído pela "promessa" do nome] e lá, lógico, conhece um novo amor. A ex-noiva, no entanto, retorna arrependida e disposta a tê-lo de volta. Em mistura com tudo isto, o filme gira em torno das diferenças culturais entre os dois países, da formalidade inglesa e do seu exagerado sarcasmo. Firth é uma espécie de Hugh Grant com uma ironia mais cínica e não há nada mais a ser dito a respeito. Bom programa para casais à procura de risadinhas, paisagens bonitas e primaveris e humor ferino.