16 abril 2004

São interessantes os instantes de comoção que surgem sob o guarda-chuva da contemplação da arte. Shows que reúnem multidões apaixonadas a contemplar, embevecidos, os seus ídolos, trazem à tona todos aqueles princípios de histeria coletiva, a comoção pelo próximo e quetais. Shows de música, óbvio, são os mais propícios para isto. Existe o ponto quase mágico de ligação entre músico-público, há a emoção generalizada que emana do ser ao seu lado, há a sua própria emoção por estar presente, sendo parte de um experimento coletivo. Tudo demasiadamente teórico que se mostra tão simples e direto quando na experimentação.