14 junho 2004

A coriza congelava tão depressa que formava um bizarro bigodinho de chaplin ranhento no guri que ia ver a geada. Levantava um vapor do gramado conforme o sol se pronunciava mais intensamente e começava a fazer fenômeno científico naquela estância de chucros. A vó gritou Guri, entra e vem tomá café!, mas o guri correu mais pra longe, perto da estrebaria. Os cavalos não relincharam e não foi daquela vez que o guri conseguiu ver cavalo deitado. Voltou pra casa e perguntou se tinha chimia. Quando a vó riu, mostrando os dentes, descobriu por si só que sim.