14 junho 2004

Fim de semana de cinema totalmente descompromissado. O que continua me motivando a assistir aos filmes-pipoca é a curiosidade: sempre é bacana ver, em tela grande, grandes produções, com grandes efeitos, ainda que a trama seja a mesma banalidade de sempre, repleta dos mesmos clichês vistos à grande. O Dia Depois de Amanhã [The Day After Tomorrow, 2004] não se modifica no quesitos acima citados. O que impressiona, realmente, é a qualidade visual do filme. Os efeitos especiais são fantásticos. E, é bom que se diga, consegue não ser somente mais um filme-catástrofe ao empregar argumentos um pouco mais verossímeis, que trata de um assunto mais, digamos, próximo, ao fazer conjecturas sobre as conseqüências do superaquecimento da Terra. Como os Estados Unidos são aqueles que não assinaram o Protocolo de Kyoto, não são perdoados em sua imagem - logo, não há aquela patuscada de americanozinho herói, presidente voando em caça da Aeronáutica, nem nada parecido. Pelo contrário: o presidente é um grande boçal que mal abre a boca e é coordenado pelo vice-presidente, um ator muito parecido com o Dick Cheney, por sinal.

Enfim, aquela coisa toda: corre-corre, salve-se quem puder, cachorros para descontrair a tensão entre os personagens, coadjuvantes que não escutam o mocinho e caminham para a morte. De quebra, Dennis Quaid reaparecendo e o ator da hora, Jack Gillenhaal fazendo par com a gatinha Emmy Rossum.


E, naquela linha, filmes-que-provavelmente-poucos-assistirão-porque-não-tem-apelo-suficiente, lá fui assistir [porque o cinema é perto da casa da minha namorada e, afinal, tem a sempre bacaaana Ashley Judd, se embrenhando em produções cada vez mais perigosas para a sua já titubeante carreira], A Marca [Twisted, 2004]! O quê?! Não tinha nem ouvido falar? Tudo bem, eu também não. Faz parte daquelas decisões de última hora, você vê o cartaz no cinema, acha bacaninha, afinal, tem a Ashley, Samuel L. Jackson, Andy Garcia, e pensa, porque não? Vai ver que pelo fato destes atores não serem mais garantia de nada em se tratando de cinema. A trama: Investigadora da polícia acompanha serial killer e descobre que todas as vítimas são seus ex-namorados. A investigadora em questão é a Ashely Judd, apadrinhada por um vacilante Samuel, antigo parceiro de seu pai, que, segundo versão que a personagem de Ashley sempre escuta e utiliza como justificativa para seus freqüentes porres noturnos, matou sua mãe e se suicidou quando descobriu que ela tinha um caso. Andy Garcia, no fim de sua fase galã, gordo, é o parceiro de Ashley quando ela começa a trabalhar na divisão de homicídios da polícia. Cabe aos dois descobrir que segredo louco é este que acaba fazendo com que a personagem de Ashley se torne a suspeita número um destes assassinatos em série.

No final, temos direito até ao "vilão" declamando os seus motivos para ser como é e ter feito o que fez. Acho que você não se surpreenderá muito, não.