11 junho 2004

Findo os comentários típicos em que faço reverência ao romantismo que são os dias frios, os cafés nos finais de tarde, o vento gelado na cara, os passeios de mãos dadas com minha menininha, as golas rulês, as peles arrepiadas, o sexo embaixo das cobertas grossas e todas estas benfeitorias proporcionadas pelo inverno, me resta somente a gripe, a terrível gripe que me deixa os olhos mais vermelhos que um velho fumante de marijuana, a coriza constante e os espirros que parecem não ter mais fim.

Tudo isto, na real, é o lado não-lírico destes dias invernais. Que, no entanto, ainda assim não minimizam em nada o fascínio de todos estes elementos anteriorrmente citados. De resto, como acréscimo ainda tem os filmes, as mãos geladas e, como bom romântico, uma tarde e noite emocionantes, porque, afinal, amanhã é dia nos namorados. Que se fodam as conversas de apelos comerciais, a moçoila desagradável e antipática que faz o comercial do Shopping Moinhos e toda a horda querendo tornar menos simpático o dia de amanhã.

Ainda será dia dos namorados, surpresinha no raiar do dia e romances durante todo o mesmo. Declamações de poemas estão dispensadas somente pelo ridículo que a situação sugere. Flores mortas também não fazem parte dos agrados mais constantes, mas, conforme a dona namoradinha se sinta mais romântica, faço pequenas concessões e a presenteio com buquês de flores. Cineminha, jantarzinho e tchã-nã-nã.