07 julho 2004

NO RIO, Praia de Botafogo, 3h10min.

Não vou fazer de conta que sou descolado no lance, porque não seria verdade. Hoje foi minha primeira viagem de avião, vindo de Porto Alegre, com direito a parada em São Paulo antes de chegar aqui, no Rio de Janeiro, a tal cidade maravilhosa. Como cheguei as duas da manhã (não estranhem as faltas de acentuação - estou em teclado hostil, a saber, do El Misti Hostel, albergue bueno aqui nas bandas da praia de Botafogo, onde estou me abrigando ateh a manhã raiar. Como são 3h14min, eu estou repleto da excitação de primeira viagem para outro Estado sozinho, de avião, esta onda toda, eh pouco provavel que eu consiga dormir muito para descansar antes de pegar o ônibus de mais quatro horas até Paraty.

Mas tudo biene. As loucuras: enquanto ainda estava no aeroporto internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, encontrei com os caras da Cachorro Grande. Sim, eu fui no show deles na segunda, no Opinião, e hoje, (ontem), encontrei-os no aeroporto. E quem surge mais adiante senão Lobão. Decadance! Tasquei de fã e fui pedir um - honesto - autógrafo para esta gurizada maneira.Na capinha do CD. Os caras curtiram o quase único assédio e foram gentis pra caramba. Troquei uma idéia com eles e Lobão. E, depois, os caras foram no mesmo vôo que eu, uma poltrona a frente. Único lance é que desceram em São Paulo "onde vão tomar todas", segundo suas próprias palavras. O Lobão foi junto, no mesmo avião, só que, longe da ralé do Alessandro Garcia e da Cachorro Grande que voa de classe econômica, foi de primeira classe porque o bicho é grandão. E, ademais, o Igor Cavaleira subiu em São Paulo e veio até o Rio. Na chinelagem, classe econômica sem frescura. É, vôo cheio de "celebridades".

De ponto turístico, para eu que não conhecia o Rio, passei ao lado do Sambódromo e vi o famoso arco da Marquês de Sapucaí. Muito doido o lance. Obra do nosso gaúcho, falecido Leonel de Moura Brizola, como frisou o taxista simpatia que me usurpou trinta e cinco dinheiro em uma corrida desde o aeroporto. Não dá nada. Os táxis especiais cobravam sessenta!!

Bom, sei lá quando vou descolar outra conexão amiga por aqui. Estou usando o computador do albergue e estas são as novidades até agora. A Claro Digital é delícia e meu celular tá pegando beleza. Então, pra rapeizo que quiser mandar um sinal, é só discar o número velho de guerra, sem DDD e sem biriri, como se eu estivesse em Porto Alegre.

É, e não vi o Cristo Redentor e acho pouco provável que veja. Só. Por enquanto. Aquele abraço e até Paraty.

OBS.: Isto aqui tá parecendo aquele filme "Albergue Espanhol", com a rapeizo falando espanhol, inglês, castelhano... Uma engronha só.