09 agosto 2004

Fim de semana de profunda concentração mental. Me dei conta de quão complicado é escrever uma sinopse sobre o romance que você quer escrever. E isto era essencial para concorrer a uma daquelas bolsas bacanas de 12 mil dinheiros da Vivo. No fim das contas, um domingo inteiro para transformar em palavras plenamente inteligíveis e sedutoras, todo o meu projeto de escrever a respeito da família Franco, cujo sobrenome talvez seja tudo o que de verdadeiro possuam, os protagonistas de Festa em Família. Que seja eficiente o suficiente - junto com o "trabalho literário", o envio de um conto - para seduzir os jurados de que minha idéia é uma das duas merecedoras de seu incentivo para poder espraiar-me com mais tranqüilidade [financeira] pelas lides literárias.

No más, assisti a Durval Discos, que acabou superando as minhas expectativas, que eram - confesso - próximas a zero. Achei que era uma espécie de Alta Fidelidade versão paulista, mas me supreendi com um filme com uma reviravolta dos diabos. A atriz Etty Fraser, por exemplo, é uma velhinha estupenda. E Ary França, além daquela imagem meio TVE que lhe tinha atrelada, é um puta de um ator. Filme merecedor de todos os prêmios que ganhou em 2002, no Festival de Gramado, Escolha da Crítica, da Audiência e de não sei mais quem e outros prêmios tantos por aí que não sei quais são. Recomendo.