20 julho 2007

O bruxo não ensina a ler

Sérgio Rodrigues no seu Todoprosa (sim, no mínimo acabou. Para quem ainda não havia se dado conta disso – e provavelmente não era um freqüentador dos mais assíduos desta maravilha da imprensa – dá uma passadinha lá para saber todos os motivos da “incompetência administrativa” destes grandes pensadores do jornalismo da web) dá prosseguimento às polêmicas discussões literárias que sempre surgem quando mais um calhamaço das aventuras mágicas do bruxo inglês chega às multidões: afinal, a leitura de Harry Potter têm sido benéfica para a construção de uma nova massa de leitores? Leitores no sentido mais intimista da palavra, não apreciadores de fenômenos populescos, tão somente. J.K. Rowling terá despertado nos taradinhos pelas tramas espetaculosas – e impossíveis de serem desassociadas de seus paralelos cinematográficos – ao menos uma fagulha que lhes levará a serem amantes da cultura literária, tão logo a coleção de Potter chegue ao fim (ou que, entre a espera ávida de um volume e outro da coleção, dão lá a sua espiadinha em algo como um Pynchon, um Roth... ok, um Paul Auster que seja)?

O crítico literário Ron Charles acha que não. E pra não dizer que este post é uma gigantesca chupada do post do Sérgio Rodrigues (mas, na verdade, é: ô discussãozinha boa...), confere aqui a continuação desta função toda.