21 novembro 2008

John Fante trabalha no Esquimó

Meu irmão Mariel Reis acaba de lançar seu segundo livro de contos, John Fante trabalha no Esquimó (Ed. Calibán, 80 pgs.). Mariel é um prodígio literário de quem não posso deixar de falar e de quem tenho imenso prazer em falar, mas quando o faço é invariavelmente metido numa tremenda sinuca de bico: não tenho qualquer imparcialidade em minhas opiniões omitidas a respeito dele, mas também se o tivesse, elas só seriam diferentes das que aqui coloco, porque seriam livres da afetuosidade com que me refiro à ele. Além do mais, Mariel é meu parceiro na Fósforo (e o fato de ainda não ter publicado livro seu pela editora na qual é sócio diz muito não só da qualidade deste escritor, mas também do profissionalismo e reconhecimento que obtém no meio literário - ainda que à custa de algumas repreensões e necessárias tomadas de auto-controle, uma vez que Mariel é conhecido também no meio literário por sua capacidade de destilar críticas ácidas aos talentos instantâneos e a tecer argumentações praticamente inquestionáveis sobre certos hábitos viciantes que alimentam os círculos/panelinhas tão comuns neste meio tão bizarro que é o literário).

Buenas, pois o carioquíssimo Mariel tem estrada - e é quase sempre impreterível o currículo para se fazer respeitar na estrada espinhosa das letras ficcionais: teve trabalhos publicados pela Revista Ficções da 7 Letras, e em outros veículos literários como os jornais Panorama da Palavra, Rio Letras, Milênio, Rascunho, além do livro de contos Linha de Recuo e outras estórias. O novo livro do Mariel, que também é um dos cabeças do conglomerado literário Paralelos, vai estar sendo lançado na Primavera dos Livros e, bem, como minha opinião é, assumidamente parcial, a guardarei para uma resenha bem esmiuçada a ser publicada aqui em breve. E mais não digo.