26 novembro 2008

Voz Narrativa

Tony Monti fala que Raduan Nassar quando escreve tem sempre ao lado alguns livros com os quais se identifica, para "afinar sua voz narrativa". Engraçado que andei pensando nisto recentemente. Também utilizo deste recurso. Não sei bem quais os critérios que Raduan utiliza, de que maneira se relaciona com os livros que fazem este papel de "afinar" sua voz narrativa. O que acontece comigo é que, há bastante tempo, consigo definir com mais facilidade quais livros identifico com a minha voz narrativa. Que podem contribuir para minha escrita, que vão me apresentando meandros tais que são caminhos para meus exercícios literários. Talvez isto seja meu autodidatismo literário, quase nunca me relacionando com livros de maneira passiva (ok, isto não é possível na literatura, mas não encontrei outra forma de expressão mais clara do que esta), mas sempre os entendendo no processo de aprendizagem da literatura.

Estou voltando à feitura do meu romance, Frederico. E neste momento, tudo é leitura enriquecedora do meu processo de escrita. Mas confesso que o autor que mais possibilitou a identificação de minha voz literária, e que é presença constante ao meu lado, intrometendo-se de maneira muito bem-vinda na minha escrita é Julio Cortázar.