08 março 2012

Leitura em curso

Então: A visita cruel do tempo. 

Foi a tamanha a curiosidade, que voltei a meu hábito nada aconselhável de intercalar livros. Por um lado, isto me parece a solução perfeita para dar conta de uma quantidade de volumes que, cada vez mais, me assolará, ali da estante, até o fim dos meus dias. E isto descontando os que estão anotados como "comprar".

Por outro, o risco de confundir tramas e personagens, e mais, ser influenciado em demasia quando eu mesmo  no momento  estou no processo de criar tramas e personagens, é bastante alto.

Descontada toda esta afetação, é Ruído Branco (Don DeLillo) durante o dia e A visita...  durante a noite.

Sergio Rodrigues escreveu sobre um certo travo gincaneiro. Reconheço. E é fato que, em alguns momentos incomoda. Umas soluções do tipo antecipar o futuro de personagens breves. Depois falo mais sobre isto. 

Há algo que me incomoda, mas que respeito, que é a necessidade de mostrar todo seu virtuosismo. Em narrativas que alternam entre terceira, primeira e até segunda pessoa, por exemplo. Incomoda quando soa como exibicionismo gratuito — ou seja, a autora não conseguiu fazer mais do que me mostrar as estruturas da sua construção. Respeito pela ânsia em sair da zona de preguiça e tentar mais. E, nestes tempos de literatura formatada em oficina de escrita criativa, que parece assolar grande parte da literatura em língua inglesa, para mim ganha muitos pontos.

Enfim. O nome do post é "leitura em curso", então tem muita água para rolar e depois escrevo um post mais decente e menos inconsequente.